segunda-feira, 29 de março de 2010

Herrar é Umano

"Criatividade é permitir a si mesmo cometer erros. Arte é saber quais erros manter. "
Scott Adams



As pessoas têm medo de errar. O mais estranho é que se elas pensarem bem, o erro não existe se alguém puder aprender com ele. Mas o problema é o que os outros vão pensar... Vamos ser bem sinceros agora. Nosso grande e maior medo é que os outros assistam nosso fracasso e ainda nos apontem o dedo na cara e digam: “EU NÃO DISSE?”
Olhando por esse lado, percebemos que o medo está intimamente ligado ao ego, assim como a timidez. A pessoa tímida só é tímida porque acredita piamente que todos estão prestando atenção nela. Isso é ego. E o medo da falha está mais ligado à reação das pessoas do que à falha em si. Por isso, a grande maioria de nós prefere não tentar. E, também por isso, todo mundo é crítico.

Sim, sempre tem um chato pra dizer como você deve viver sua vida, como deve cuidar da sua casa, criar seus filhos, gerenciar seus negócios ou lidar com seu chefe. Dos pais aos professores, dos amigos aos colegas de trabalho, dos vizinhos aos primos dos cunhados, todo mundo tem uma idéia de como ser você melhor do que você mesmo. Isso me fez lembrar de um concurso de imitadores do Carlitos que aconteceu no auge do sucesso dos filmes do carismático personagem de Charles Chaplin. O próprio Charles Chaplin resolveu participar do concurso. E para sua surpresa, tirou o segundo lugar.
Apesar de sempre ter alguém pra tentar ser um você melhor do que você, é preciso aprender a lidar com o erro. Assumir riscos faz parte do nosso processo de crescimento e errar faz parte do processo de assumir riscos, logo... Errar é perfeitamente natural.

Percebo muita gente travada na vida mágica por medo de realizar um ritual, de acender uma vela, de fazer uma simples invocação. Naturalmente, se a pessoa tem medo de errar num ritual, ela também deve ter medo de errar em tudo o que faz na vida, pois tendemos a seguir um padrão. No caso da magia, as pessoas ficaram um tanto apavoradas com os filmes de terror em que um simples tabuleiro oui-ja abre portas para o inferno, liberando senhores do caos e da destruição. Apesar da necessidade de se aprender e fazer corretamente um ritual, ter medo de errar qualquer mínimo detalhe não pode impedir que a pessoa experimente. O conselho aqui é simples. Se você se sente inseguro, tente algo mais simples. É preciso começar de algum lugar. Mas é muito importante começar.

Mesmo assim, as pessoas erram. Nós erramos. Na magia, na família, no amor, no trabalho... Por mais que tentemos ser bons alunos e fazer tudo certo, sempre tem um tropeço no caminho... Mas pense bem sobre isso. O que é melhor? Ficar parado ou continuar seguindo adiante? Se até mesmo um tropeço nos impulsiona pra frente, talvez não devamos ter tanto medo assim de errar.


Os dois maiores erros no mundo dos negócios


Como já dizia o velho ditado, sofre menos quem aprende com o erro dos outros. Se a gente já puder fazer uma avaliação sincera dos nossos próprios erros, já estaremos bem preparados para situações semelhantes no futuro. Preste atenção nestes dois erros cometidos por pessoas e aqui exemplificados em grandes companhias. São considerados os dois maiores erros no mundo dos negócios, mas valem para qualquer área da vida: a omissão e a ação equivocada. O primeiro é baseado na inércia (“se eu ficar aqui parado, embaixo da minha cama, quietinho, o problema vai desaparecer sozinho”). O segundo é o impulso que leva a uma ação estabanada (“Não preciso pensar para resolver, nem me aconselhar com ninguém, porque eu sei o que estou fazendo!”). Analise os dois casos e veja onde você se encaixa na lista de erros que você já cometeu até hoje.


Um erro de omissão quase fatal

Em 1998, a Coca-Cola ainda brigava com sua arquiinimiga Pepsi pelo domínio do mercado em casa e fora dela, quando um caso isolado numa escola na Bélgica começou a maior crise da companhia no mercado internacional. Em 8 de junho do mesmo ano, algumas dezenas de crianças vomitaram depois de tomar o refrigerante, o que foi informado imediatamente aos executivos da Coca-Cola. Cerca de um mês antes, um dono de bar na Antuérpia, também na Bélgica, fez uma reclamação à Companhia depois que fregueses passaram mal. A Coca-Cola disse ter averiguado este primeiro caso e não encontrou nada de errado.

Douglas Ivester, que assumia a presidência e a direção executiva da empresa neste mesmo ano, achou que o fato era irrelevante e ignorou a reclamação do governo belga. Esse era um daqueles momentos em que o Universo precisaria dar um sinal mais evidente de que estamos cometendo um grande erro, como, por exemplo, uma cantora de ópera gorda vestida preto aparecer do nada na nossa frente e cantar em alto e bom tom “GRAAANDEEE EEEEEEEEERRO!!!!!!!!!”

Mas a cantora não apareceu, e Ivester não deu a merecida atenção ao caso. Enquanto executivos tentavam acalmar o Ministro de Saúde da Bélgica, afirmando que apenas a cor e o sabor haviam sofrido uma leve alteração que não representava ameaça a saúde, a notícia de que mais 15 estudantes de outra escola passaram mal acabava de chegar.

Logo depois, centenas de pessoas na França passaram mal depois de tomarem o refrigerante. Tanto a França quanto a Bélgica proibiram os produtos da Coca e culparam a companhia por não ter dado informações suficientes sobre o ocorrido. O problema se alastrou por Luxemburgo, Holanda e Suíça. Cerca de 14 milhões de caixas de produtos da Coca-Cola foram recolhidas nos cinco países, fazendo com que a Coca perdesse mais de US$ 3,4 milhões POR DIA, só nesse processo de recolhimento, tudo isso, perto da estação de pico de vendas de refrigerante, às portas do verão.

Ivester só foi pessoalmente à Bruxelas para resolver o problema em 18 de junho.
O Presidente da Companhia, junto com o conselho de altos executivos da Coca, foi pedir desculpas em público, mas o mal já estava feito. A União Européia, ofendida pela negligência da multinacional, começou a atrasar licenças, aumentou as exigências, apertou a fiscalização e tornou a vida da Coca-Cola na Europa o mais difícil que pôde. O caso, que poderia ter sido resolvido imediatamente, custou milhões à Coca-Cola e quase lhe custou sua entrada no cobiçado mercado europeu. Em toda a Europa, as pessoas estavam preferindo tomar sucos ou água, e evitando refrigerantes (o que explica porque a Pepsi não aproveitou para jogar pedras na concorrente. Inteligentemente, a Pepsi viu que o perigo que rondava a Coca também rondava toda a indústria de refrigerantes. A declaração da companhia sobre o caso se resumia a “coisas podem acontecer com qualquer um”).

Eu era bem pequena, mas talvez você também se lembre de que essa histeria conseguiu chegar ao Brasil. Claro que a história que chegou aqui era outra. A de que um dedo humano tinha sido encontrado dentro de uma garrafa, e a de que um homem tinha caído num tanque da Coca-Cola, morrido lá dentro e ninguém descobrira o corpo até que o líquido do tanque já estivesse engarrafado e pronto para entrega. Tudo lorota, claro, porque isso parece mais a origem do Coringa no Batman do Tim Burton (aquele em que o Batman era baixinho).

Para apaziguar a situação e tentar resolver o problema, além de pedir desculpas ao povo belga, o presidente da companhia, numa cara campanha publicitária, anunciou que a Coca-Cola iria de porta em porta pedir desculpas, entregando uma garrafa de Coca-Cola de graça. E assim foi feito. Cinco mil entregadores foram espalhados pelo país, oferecendo de graça uma garrafa de 1,5 litro das principais marcas da Coca-Cola, em 4,37 milhões de residências. Dois milhões de refrigerantes foram distribuídos na Polônia, numa estratégia de marketing parecida. Isso acalmou a coisa. Mas olha o tamanho do prejuízo...


Esse foi um caso clássico de omissão. Agora vem outro, mais recente e, com certeza, mais fresco na memória. Quando terroristas malucos jogaram aviões no World Trade Center no dia que chocou o mundo, o Presidente Bush estava numa escola para crianças em Jacksonville.

Um dos seus assessores o avisou quando o primeiro avião bateu. O Presidente americano ficou parado, enquanto uma garotinha lia um livro de histórias infantis para a classe. O assessor voltou a cochichar em seu ouvido quando o segundo avião bateu. Bush continuou parado. O assessor o informou quando a primeira torre caiu, e quando a segunda caiu. E o Presidente continuou ali parado, aparentemente desorientado. Descartando a hipótese da teoria da conspiração de que Bush sabia do ataque ou mesmo que ele estivesse por trás de tudo, temos duas hipóteses para esta demora em se levantar e sair correndo para Nova Iorque: ou ele não tinha a menor idéia do que fazer ou ele realmente queria saber como terminava a história que a menininha estava lendo.


A omissão pode acontecer por uma série de motivos. Muitas vezes, não sabemos o que fazer. Em outras, achamos que o problema se resolverá sozinho se o ignorarmos. Às vezes, esperamos que alguém aja por nós. Mas a omissão é um erro de conseqüências desastrosas. A demora em tomar uma atitude pode ser fatal, tanto em um negócio, quanto em um relacionamento.

Quer saber mais?
Esse texto foi retirado d'O Livro de Ouro da Prosperidade e Boa Sorte, que fala mais sobre este tema, mostrando que se as grandes companhias erram, nós, pobres mortais, podemos nos perdoar pelas nossas falhas. O livro também fala da Sabedoria de Salomão e traz rituais para mudar sua sorte, vencer crises e melhorar sua saúde financeira, porque dinheiro é muito bom! Procure nas livrarias ou peça diretamente pelo telefone: (21)3872-4971 ou pelo e-mail: linhastortas@alcateia.com.

7 comentários:

♰ Nai Skibenæs ♰ disse...

Ameeeeei o Texto Eddie!!

Tu disse muitas coisas que estava presisando "ouvir" de certa forma.
Esse medo de errar é muito tipico do ser humano.Medo da consequência que aquilo pode gerar, eu mesma era muito assim ."Ai será que faço?,mais se der errado?", hoje já sou mais do tipo :"Ha vamos fazer logo, e se der errado tudo bem, se quebrar a gente cola, rsrs".
Acho que seria otemo se muitas pessoas pensasem assim, ou ao menos perdessem um pouco do medo.

Te ADORO MUITÃOO Eddie!!
Beijos

Nina^^ disse...

Seus comentários são de ouro, Eddie! Obrigada por sempre compartilhar conosco!^^

Fernanda disse...

Bom dia Eddie! Tudo bem?
Falou e disse!!! Muitas pessoas ficam paralizadas frente ao medo... mas, como você me disse uma vez, "Podemos perder para o inimigo, mas para o medo, jamais!".
Todo mundo tem o direito de ser feliz, independentemente do que os outros digam!
Como disse nossa amiga Nai, "Se quebrar, a gente cola"!

Um beijo e um uivo!!!

Enrique Coimbra disse...

"Se quebrar, a gente cola"!

ADOREI. É, tem gente que fica colada na cadeira, com medo de tentar. Ela acaba não acertando, não errando, sem saber o resultado e sem EVOLUIR. :S

Nanael Soubaim disse...

O peixe morre pela boca, mas se não a abrir morre de fome.

Eddie disse...

Adorei seu comentário, Nanael! Vou postar no twitter, que ainda não sei usar direito. Adorei também o se quebrar a gente cola! É isso aí! Beijos!

Lilly Rose disse...

Boa Noite Querida Eddie !!

O Título de teu Post(embora a citação seja de uma pessoa famosa...) bem, lembrou-me uma humilde máxima de minha Avó Materna que tbém chamáva-se Lilly, só que c/um "L" ao final...

Ela p/ mim era e ainda é famosa em sua sabedoria e amor...).

Ela sempre dizia-me qdo vía-me a exasperar-me c/um de meus maiores defeitos, o Perfeccionismo.

A Frase era esta:

"Todo Mundo Erra, só eu que Não Relo".

E é isso aí!
Errar é Humano mesmo!E p/alguns a Presunção e Orgulho em admití-lo igualmente o é...

A História da Coca-Cola lembro-me bem. Realmente demoraram por demais em admitir seu erro, o que custou a sáude de muitas pessoas na ocasião...

Mas sem dúvida o maior erro que podemos cometer em nossas vidas, (qdo estamos lá, sozinhos diante de nós mesmos como à frente de um espelho) é deixar o "Medo" apossar-se de nossos sonhos, de nossos pensamentos....

Enfim, ele acaba por dominar nossas vidas literalmente, e o pior, com a nossa autorização consciente ou não !!!

E aí lá partimos p/a inércia, a letargia mental e física que nada mais são do que um reflexo de nossa incapacidade passageira ou não, de enfrentarmos os desafios que esta Jornada Terrana nos impõe...

Viver não é fácil, aliás quem teria dito que seria ???

Querida Eddie, ainda não tive a oportunidade de adquirir este teu Livro, e que calou-me na Alma por tudo o que escrevestes neste Post.

Assim que puder, espero adquirí-lo, não apenas por seu uma Obra tua(o que confesso-te tem um poder receptivo psicológico p/mim muito grande...) mas também por abordar um tema que talvez não só a mim , mas a muitos incomoda, o Medo !!

Enquanto isso vou continuar a encarar o espelho...Quem sabe eu acabo por simbólicamente quebrá-lo...

Beijos Querida Eddie e uma Feliz Páscoa p/ Ti e aos Teus !!

C/ Carinho e Aromas de Rosas...

Lilly Rose