terça-feira, 22 de novembro de 2011

Despedida

Hoje é um dia triste para os Cavaleiros da Rosa. O Cavaleiro Cássio, melhor amigo do falecido Cavaleiro Álvaro, fez a passagem em circunstâncias complicadas. Cássio esteve conosco em nossas aulas em Porto Alegre e andava muito deprimido. Neste ano, lembro claramente de eu implicar com seu jeito caladão e ele rir das minhas piadas. Eu senti uma tristeza profunda nele, mas com a perda do Álvaro, não era estranho, ainda mais por estarmos todos juntos novamente, e a ausência do amigo era ainda mais sentida.
Porém, o fato era mais complexo. Álvaro não estava se sentindo bem desde setembro e dores no peito se intensificaram até que ele procurou um médico. Com medicação receitada, ele começou a se cuidar e não foi mais aos eventos por motivos de saúde. Nessa semana, inesperadamente ele foi internado em estado gravíssimo. Ontem, entrou em coma profundo. Os médicos disseram que foi uma bactéria que atingiu seu coração.
Cavaleiros da Rosa do Sul foram acionados a partir do momento em que ele deu entrada no hospital e fizemos trabalhos que revelaram uma realidade assustadora. O assunto será tratado em ofícios e atas entre os Cavaleiros. O enterro de Cássio hoje, em Caxias do Sul. Ele parte e deixa saudades. Desejamos que os anjos da consolação estejam com sua família e amigos nesse momento. Quanto a nós, continuaremos trabalhando. Haja o que houver, manteremos a fé.

Foto tirada na primeira aula de POA de 2011. Cássio é o terceiro na fileira de cima, da direita para a esquerda.

2 comentários:

Guilherme knobloch disse...

hj é um dia muto triste, os dragões choram, os cavaleiros se curvam diante dessa situação, mas sei que an justiça dos mestres sera a certa, amigo e companheiro cassio, esteja em paz e amor, oramos por sua partida e choramos sua perda... te adoro muito meu amigo, desde o dia que eu te conheci, numa noite fria de -9,0º eu lembro do seu sorriso, e do seu jeito adoravel de ser, esteja com os mestres !!!
beijos e um bater de asas

Nanael Soubaim disse...

Coincidentemente, nestes dias, o cansaço, a depressão e o mau humor atacaram-me sem piedade. Ainda assim precisei despistar como a mim é possível, posto que o retiro necessário ao estado não me contempla.

Ainda que a tristeza de não poder reencontrá-los em vida nos abata, tenho consciência de que não partiram sem motivos, alguns dos quais posso bem vislumbrar.

A competência cavaleiriça que demonstravam entre vós, não passou desapercebida por Avalon. Eles aprenderam cedo (demais, talvez) o que só se espera de uma pessoa em idade madura. Mas, cientes de sua resposabilidade neste orbe expiatório, agarraram-se à vida com a bravura esperada de um cavaleiro de alta patente. Os Tutores não tiveram alternativa, precisaram precipitar o retorno de quem não tinha mais o que aprender ente nós, não para o que se propuseram desta vez, mas que seriam (e estão a ser) úteis demais para perderem chances cá embaixo.

Quando findar a fase aguda do luto, enxuguem vossas lágrimas e deixe-nos despreocupados para convosco, que há muito trabalho a ser feito por eles e por vós, agora em planos paralelos.

Se aqui há luto, saibam que havia outro cavaleiro, já de armadura, a esperar pelo companheiro de batalhas, que partiu um pouco mais cedo para preparar a recepção ao bom soldado.

Lá, hoje, só há celebrações.